Em meio a incertezas que dilaceram sonhos de alunos e aterrorizam trabalhadores, entidades sindicais cobram fiscalização rigorosa contra o descaso do Grupo UNIP/ASSUPERO.
Na tarde desta segunda-feira (26), uma comitiva formada pelo Sindicato dos Auxiliares da Administração Escolar da Grande Florianópolis (SAAE GFPOLIS) e pelo Sindicato Intermunicipal dos Professores do Estado de Santa Catarina (SINPROESC) deu um passo decisivo e desesperado em defesa da comunidade acadêmica e laboral, hoje refém da crise instaurada pelo Grupo UNIP/ASSUPERO (IES/FASC).
A delegação, composta pelo assessor Kleber Kretzer e pelas estudantes de Direito Leila Paula e Simone Silva que carregam a voz e a angústia de centenas de acadêmicos, foi recebida na sede da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE/SC) pelo Superintendente, Dr. Paulo Eccel.
Durante o encontro, foi protocolado um ofício denunciando as graves irregularidades que cercam o suposto e nebuloso encerramento das atividades das instituições. O documento expõe um cenário de absoluto desespero: de um lado, alunos à deriva, com cursos cancelados e matrículas pagas, vendo seus projetos de vida serem jogados no lixo; do outro, trabalhadores (professores e auxiliares) vivendo o terror psicológico do desemprego iminente.
Kleber Kretzer, assessor do SAAE GFPOLIS e representando, na ocasião, o Professor Carlos Magno, presidente do SINPROESC, relatou ao Superintendente a humilhação imposta aos trabalhadores. Ele destacou que, até o presente momento as instituições mantem um silêncio covarde, não procurou as entidades representativas para qualquer esclarecimento e submeteu seus funcionários à indignidade de descobrirem o encerramento das atividades através dos próprios alunos, após uma reunião realizada em 07 de janeiro.
Enfatizamos que a educação não pode ser tratada como mera mercadoria e que a alegação de “força maior” não pode servir de escudo para descartar profissionais que dedicaram anos de suas vidas à instituição.
O Pedido de Socorro Diante da insensibilidade da mantenedora, os sindicatos requereram a instauração imediata de uma Mesa Redonda, além de uma fiscalização rigorosa sobre os procedimentos de encerramento e a garantia blindada dos direitos trabalhistas, conforme a legislação e o entendimento do STF.
O SAAE GFPOLIS e o SINPROESC reafirmam que não medirão esforços nessa batalha.
Exigimos que a dignidade dos trabalhadores e os sonhos dos estudantes sejam tratados com o máximo de empatia e respeito, e não como simples “descarte” de uma planilha financeira.
Por Kleber Kretzer – Assessor do SAAE GFPOLIS

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