Teve início a primeira rodada de negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026-2027 entre os sindicatos laborais e o SINEPE-SC, representante legal das instituições de ensino privado de Santa Catarina. Após uma série de assembleias realizadas pelo SAAE GFPOLIS e a unificação das pautas em nível estadual, a proposta básica da categoria foi oficialmente apresentada à mesa patronal.
Sob a liderança do Professor Bittencourt, presidente da FETEESC, o debate focou na manutenção de conquistas históricas e na urgência de novas cláusulas sociais. Entre as prioridades estão o gerenciamento de riscos ocupacionais, a garantia de locais adequados para descanso e alimentação e o reajuste do auxílio-alimentação. O foco não é apenas econômico, mas também psicossocial, visando proteger a saúde mental de quem atua no suporte à educação.
Durante a reunião, o assessor do SAAE GFPOLIS, Kleber Kretzer, dirigiu-se diretamente ao presidente do sindicato patronal, Sr. Marcelo Batista, alertando sobre o aumento alarmante de denúncias recebidas via mídias sociais. Kleber enfatizou que as reivindicações sindicais possuem embasamento em fatos reais e que nem as grandes instituições estão isentas de falhas graves.
Como exemplo, citou o caso grotesco ocorrido em uma grande universidade com sede em São José (SC).
Na ocasião, trabalhadoras tiveram o reajuste da CCT 2025/2026 negado após o pedido de demissão, sob a justificativa infundada do setor de RH de que, ao se desligar, a pessoa teria “aberto mão” de seu direito, o que contraria flagrantemente a legislação vigente e a própria Convenção homologada.
O SINEPE-SC informou que avaliará as demandas apresentadas e solicitou que todas as denúncias sejam oficializadas ao sindicato patronal para as devidas providências.
Uma segunda rodada de negociação já foi agendada para o dia 05 de março, data em que o patronato deverá apresentar sua contraproposta.
O SAAE GFPOLIS segue vigilante e atuante, exigindo que o crescimento do setor educacional seja acompanhado pelo cumprimento rigoroso da lei e pela valorização real do trabalhador.
Por Kleber Kretzer – Assessor SAAE GFPOLIS

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