Na manhã desta quinta-feira, 19 de fevereiro, a sede da FETEESC foi palco de uma importante articulação em defesa dos trabalhadores da educação privada de Santa Catarina.
Representantes do SAAE GFPOLIS reuniram-se com dirigentes de diversos sindicatos de base de todo o estado para definir as estratégias para a primeira rodada de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026-2027 com o sindicato patronal (SINEPE-SC).
O encontro, liderado pelo presidente Professor Bittencourt, presidente da FETEESC, reforçou que a coesão entre auxiliares de administração escolar e professores é o caminho para enfrentar os desafios impostos pelas instituições de ensino.
Um dos pontos altos da reunião foi a apresentação técnica do DIEESE. Os dados trazidos aos sindicatos confirmam que não faltam recursos no setor, mas sim vontade política dos patrões para valorizar quem faz a educação acontecer.
• Crescimento do Estado: Santa Catarina segue com uma economia vigorosa, registrando um crescimento do PIB acima da média nacional. Esse cenário reflete diretamente no faturamento das escolas particulares, que mantêm alta demanda e mensalidades em ascensão.
• Custo de Vida: Em contraste ao crescimento do estado, o trabalhador enfrenta a inflação dos alimentos e o alto custo da cesta básica nas principais cidades catarinenses.
• Mensalidades Escolares: O aumento das mensalidades em 2026 supera os índices inflacionários, o que comprova que as instituições de ensino possuem margem financeira para garantir ganho real aos salários.
A presença do SAAE GFPOLIS junto aos demais sindicatos filiados à FETEESC demonstra que a categoria administrativa está organizada e não aceitará retrocessos. A unificação das pautas permite que as demandas específicas dos auxiliares de administração escolar ganhem peso em um movimento estadual robusto.
A primeira rodada oficial de negociações ocorre ainda hoje, no auditório do SINEPE-SC. Os sindicatos entram na mesa de conversas munidos de dados técnicos e, acima de tudo, do respaldo das assembleias realizadas com os trabalhadores.
“A unidade entre os sindicatos é o que nos dá o poder de barganha necessário. Quando o SAAE e a Federação falam a mesma língua, o patrão entende que a categoria está vigilante”, destacou o SAAE GFPOLIS.
O SAAE GFPOLIS continuará acompanhando cada detalhe e informará os trabalhadores sobre o progresso das conversas com o patronato.
Por Kleber Kretzer – Assessor SAAE GFPOLIS



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